Na região de Pirassununga, conhecida pela produção de cana-de-açúcar e cachaça, no interior de São Paulo, o empresário André Micheli decidiu explorar um novo mercado: o do rum. A bebida já era apreciada pelo empresário. “Mojitos e daiquiris sempre foram drinques que eu gostei e percebi que era uma bebida com pouca representatividade no Brasil e muito espaço para inovação”, conta Micheli.
A partir daí, provando diferentes tipos de rum e conhecendo destilarias, nasceu a ideia do rum brasileiro Parnaioca e a marca nasceu homenageando a região de Angra dos Reis, onde Micheli passou grande parte da infância.
Depois de uma intensa pesquisa e de visitar várias destilarias, Micheli e os dois amigos que embarcaram com ele na ideia, Caian Martins, que vem da indústria náutica, e Pedro Pessanha, ex-Ambev chegaram à receita da Parnaioca, feita a partir de um blend de dois tipos de melaço de cana, destilados em alambique de cobre.
Lançado em novembro do ano passado, o rum começou a ser comercializado no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, mas pretendem ampliar para mais sete Estados e vender mais de 25 mil garrafas até o final de 2021, almejando um faturamento de R$ 1,5 milhão.
Mercado
Segundo Micheli, o processo é simples, mas o diferencial está na qualidade da matéria-prima e no cuidado durante todo o processo de destilação. Como diferencial, optaram por não realizar o envelhecimento do rum branco, criando assim uma nova categoria da bebida, que pelo fato de não passar por madeira, fica muito mais leve e aromática.
“O mercado de destilados como um todo vem passando por um processo de premiunização, onde pequenos produtores entram no mercado com uma proposta de valor diferenciada sobre suas bebidas. Isso aconteceu bastante com o mercado de Gin nos últimos anos, e seguindo tendências globais, está começando a acontecer no mercado de Rum também”, ressalta o CEO da empresa.